- Por que 41% das empresas ainda têm dúvidas sobre a reforma tributária?
- Qual é o verdadeiro risco: a lei ou os processos internos?
- Como a transição da reforma impacta contratos, fornecedores e rotinas fiscais?
- Quais empresas já estão se preparando e onde está o descompasso?
- Quais são os principais riscos internos mapeados pelas empresas?
- Que mudanças práticas a reforma exige dentro das empresas?
- O que acontece com quem se antecipa (e com quem deixa para depois)?
- Quais são os primeiros passos para reduzir o risco interno da reforma tributária?
- Perguntas frequentes
A transição da reforma tributária segue cercada de incertezas: 41% das empresas brasileiras ainda não entendem totalmente como será a migração do modelo atual para o novo sistema de CBS e IBS, segundo pesquisa da NTT DATA. O ponto mais sensível não é apenas a lei em si, mas a capacidade de adaptar processos internos, sistemas, contratos e relação com fornecedores. Levantamento com mais de mil companhias em 20 estados mostra que 27% veem as mudanças internas como maior risco da transição, enquanto 23% temem erros de apuração e autuações, e 18% relatam dificuldades de integração de sistemas.
Na prática, a empresa que não revisar rotinas fiscais, compras, cadastros e controle de notas pode pagar mais imposto e perder crédito tributário já a partir de 2027, de acordo com análise da Navecon Contabilidade divulgada pelo Contadores.cnt.br. O risco é duplo: quem demora encarece a operação e perde competitividade; quem antecipa ajustes pode virar fornecedor preferencial por oferecer crédito cheio na cadeia, ampliando vendas e participação de mercado.
Por que 41% das empresas ainda têm dúvidas sobre a reforma tributária?
O dado de 41% de empresas com dúvidas foi apurado pela NTT DATA em pesquisa com mais de mil organizações distribuídas em 20 estados brasileiros, divulgada em junho de 2026 por veículos como Central do Varejo e Contábeis. O principal foco de incerteza é a convivência entre o regime antigo e o novo.
Segundo esses levantamentos, muitas companhias ainda não compreendem como será a transição dos atuais PIS, Cofins, ICMS e ISS para CBS e IBS, nem o calendário prático de implementação. A dúvida não é apenas conceitual: envolve como parametrizar sistemas, recalcular preços, revisar contratos e reorganizar controles internos para manter o fluxo de créditos e débitos.
Qual é o verdadeiro risco: a lei ou os processos internos?
Os percentuais da pesquisa dão pista clara de onde está o problema. De acordo com a NTT DATA, 27% das empresas apontam as mudanças nos processos internos como maior risco da reforma, superando até o medo de autuações. Outros 23% citam erros de apuração e 18% mencionam dificuldades de integração de sistemas.
Para a Navecon Contabilidade, ouvida pelo Contadores.cnt.br, a lei estabelece o novo tabuleiro, mas o jogo é decidido na operação. É na compra, na contratação, na escrituração e na qualidade dos cadastros que a empresa define se vai capturar crédito integral ou acumular inconsistências que corroem margem sem ser percebidas.
Como a transição da reforma impacta contratos, fornecedores e rotinas fiscais?
A avaliação de Fábio Edelberg, CEO da Navecon, é que a reforma força uma reengenharia silenciosa da operação. Não basta ajustar o cálculo do tributo: é necessário revisar contratos com fornecedores, cláusulas de preço, regras de repasse e até critérios de qualificação de parceiros para garantir que a cadeia permita aproveitamento pleno de créditos.
Contratos mal atualizados, cadastros incompletos e notas fiscais emitidas com informações inconsistentes podem levar à glosa de créditos no novo modelo de apuração sincronizada de CBS e IBS, hoje em teste, como relata a reportagem do Contadores.cnt.br. Em 2027, esse passivo operacional tende a se traduzir em aumento efetivo da carga tributária para quem não se adaptou.
Quais empresas já estão se preparando e onde está o descompasso?
A mesma pesquisa da NTT DATA mostra um cenário misto. Cerca de 65% das empresas já iniciaram projetos de adaptação de sistemas fiscais e plataformas de gestão, segundo dados divulgados por Contábeis. Porém, ainda existe um grupo expressivo em estágio inicial, tratando a reforma como tema distante.
Esse descompasso cria uma espécie de “dois Brasis tributários”: de um lado, empresas que já revisam rotinas, ajustam ERPs e mapeiam riscos; de outro, organizações que apenas acompanham o debate legislativo. A consequência prática é competitiva: quem chega preparado à virada de 2027 tende a operar com mais previsibilidade e preços mais enxutos.
Quais são os principais riscos internos mapeados pelas empresas?
| Risco apontado | Percentual de empresas | Fonte |
|---|---|---|
| Mudanças em processos internos | 27% | NTT DATA / Central do Varejo |
| Erros de apuração e autuações fiscais | 23% | NTT DATA / Contábeis |
| Dificuldade de integração entre sistemas | 18% | NTT DATA / Central do Varejo |
Esses números mostram que o risco percebido é operacional, não teórico. As empresas temem, sobretudo, não conseguir alinhar processos internos ao ritmo da reforma, o que aumenta a probabilidade de inconsistências, retrabalho e fiscalização mais agressiva na fase de transição.
Que mudanças práticas a reforma exige dentro das empresas?
Rastreabilidade e qualidade da informação
A reforma eleva a rastreabilidade a eixo central da conformidade. Fábio Edelberg destaca, em entrevista ao Contadores.cnt.br, que contratos, notas fiscais, cadastros e cadeia de fornecedores passam a ser decisivos. Crédito tributário deixa de ser apenas cálculo e passa a ser consequência direta da qualidade da informação registrada.
Na prática, empresas precisarão fortalecer governança de dados fiscais, padronizar cadastros e revisar fluxos de aprovação de documentos. A lógica é simples: quanto mais automatizado e consistente o fluxo de informações, menor o risco de perda de crédito e de divergências entre o que a empresa declara e o que o fisco enxerga em sua calculadora tributária e declaração pré-preenchida.
Integração de sistemas e revisão de rotinas
A adoção de instrumentos como apuração sincronizada de CBS e IBS exige que ERPs, sistemas de faturamento e plataformas de gestão conversem entre si. A dificuldade de integração foi citada por 18% das empresas na pesquisa da NTT DATA, mostrando que o desafio é tecnológico, não apenas tributário.
Revisar rotinas significa, por exemplo, redefinir quem valida cadastros, como são parametrizadas alíquotas, em que ponto da cadeia se verifica a regularidade do fornecedor e quais indicadores de risco serão monitorados mensalmente. Empresas que deixarem isso para 2027 tendem a enfrentar um “apagão de processos” justamente quando o modelo antigo e o novo conviverem.

O que acontece com quem se antecipa (e com quem deixa para depois)?
A leitura de especialistas é convergente: a transição é menos um problema de interpretação de lei e mais uma corrida por eficiência operacional. Segundo o Contábeis, empresas que começaram a adaptação ainda em 2025 já reduzem o risco de surpresas em 2027, quando a convivência de sistemas tende a ser mais complexa.
Já a análise da Navecon sugere um efeito competitivo pouco explorado: fornecedores que conseguirem garantir “crédito cheio” para seus clientes podem ganhar espaço no mercado. Se dois prestadores oferecem serviços semelhantes, o que entrega operações com maior previsibilidade tributária se torna naturalmente mais atrativo, porque melhora a posição fiscal da cadeia inteira.
Quais são os primeiros passos para reduzir o risco interno da reforma tributária?
Um roteiro mínimo emerge das recomendações de especialistas ouvidos por Contadores.cnt.br e dos dados da NTT DATA. O ponto de partida é diagnóstico detalhado dos processos críticos: compras, faturamento, escrituração, cadastro de clientes e fornecedores, contratos e integração de sistemas.
A partir daí, empresas podem priorizar: mapear onde estão as maiores perdas potenciais de crédito, identificar lacunas de informação e definir um plano de transição que envolva área fiscal, TI, compras, jurídico e finanças. O risco maior, hoje, é tratar a reforma como tema da contabilidade, quando na prática ela redesenha a forma de operar e competir no mercado.
Quem age em 2026 com foco em processos internos não apenas reduz a probabilidade de autuações como também reconfigura sua posição na cadeia: deixa de ser um elo frágil e passa a ser parceiro preferencial em um ambiente em que previsibilidade tributária virou diferencial comercial.
Última atualização: 09/06/2026.
Perguntas frequentes
O que significa 41% das empresas ainda terem dúvidas sobre a reforma tributária?
Significa que, segundo pesquisa da NTT DATA, 41% das companhias ainda não entendem claramente como será a transição do modelo atual para CBS e IBS, especialmente quanto a prazos, regras operacionais e impacto nos processos internos.
Qual é o principal risco da reforma tributária para as empresas?
O maior risco apontado por 27% das empresas são as mudanças nos processos internos, de acordo com a pesquisa da NTT DATA. Em seguida vêm erros de apuração e autuações fiscais (23%) e dificuldades de integração entre sistemas (18%).
Quando os efeitos práticos da reforma tributária devem aparecer nas empresas?
Segundo análise divulgada pelo Contadores.cnt.br, os efeitos mais perceptíveis em custo, créditos e competitividade tendem a se intensificar a partir de 2027, quando a convivência entre modelos exigirá processos internos já ajustados.
Quais áreas internas devem ser priorizadas na adequação à reforma?
Especialistas citados por Contábeis e pelo Contadores.cnt.br recomendam priorizar compras, faturamento, escrituração fiscal, cadastros de clientes e fornecedores, contratos comerciais e integração de sistemas de gestão e ERPs.
Empresas pequenas também precisam se preocupar com processos internos na reforma?
Sim. Embora tenham estrutura mais enxuta, pequenas empresas dependem tanto quanto as grandes da correta apuração de créditos e débitos. Falhas em cadastros, notas e contratos podem resultar em perda de crédito e maior carga tributária relativa, afetando diretamente a sobrevivência do negócio.
Como saber se minha empresa está atrasada na preparação para a reforma tributária?
Um sinal claro de atraso é não ter iniciado diagnóstico de processos e revisão de sistemas, enquanto a pesquisa da NTT DATA indica que 65% das empresas já deram os primeiros passos em projetos de adaptação fiscal e tecnológica.
Vale a pena contratar consultoria externa para a reforma tributária?
Empresas com estrutura interna limitada tendem a ganhar velocidade e reduzir riscos ao buscar apoio especializado, como o de firmas de contabilidade consultiva e tecnologia tributária. A experiência prática em integração de sistemas e revisão de rotinas costuma acelerar a transição e diminuir erros.
Fontes consultadas
- 41% das empresas ainda têm dúvidas sobre a Reforma Tributária e risco maior está nos processos internos – Contadores.cnt.br – O seu portal contabilista
- https://centraldovarejo.com.br/reforma-tributaria-ainda-gera-duvidas-para-41-das-empresas-aponta-pesquisa/
- https://www.contabeis.com.br/noticias/76199/reforma-tributaria-41-das-empresas-ainda-tem-duvidas/
- https://www.aedaf.es/es/documentos/descarga/55602/la-reforma-fiscal-que-piden-empresas-y-fiscalistas
- https://ceconsulting.es/blog-ceconsulting/reforma-fiscal/
- https://sede.agenciatributaria.gob.es/Sede/todas-noticias.html
- https://www.airef.es/eu/cristina-herrero-alerta-del-debilitamiento-del-marco-fiscal-y-reclama-una-reforma-profunda-alineada-con-el-nuevo-marco-europeo/
- https://elderecho.com/el-gobierno-garantizara-en-su-reforma-fiscal-la-tributacion-de-grandes-empresas-y-reducira-el-tipo-de-pymes
- https://elpais.com/economia/2024-11-20/los-empresarios-creen-que-la-reforma-fiscal-deja-fuera-la-correccion-del-deficit-que-exige-bruselas.html
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Sobre o Autor: Formado em Ciências Contábeis pela UnB.
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Editor: João Carlos Silva




